"Brasil, um País de Todos".
Esse é o slogan difundido pelo Governo Federal, para dar jus a país democrático que ele é. Porque aqui somos uma democracia, começando pelo voto, que é obrigatório.
É um país a mando do povo...de Brasília, mas é um povo, ué; que trabalha incansavelmente três dias por semana, tem vários privilégios, muitos deles vitalícios, que cobrem o parlamentar, sua família, o cachorro, periquito, e ganham na faixa dos 26 mil. Tem direito a atendimento médico ilimitado, passagens aéreas, carro alugado, combustível, conta de telefone paga pelo estado e auxílio-moradia. Pelo menos, né, para fazer jus à democracia brasileira! Não reclame. A polícia diz que nunca devemos reagir quando somos roubados. É por isso que eu nunca fui na Assembleia Legislativa (que fica na FAB) reclamar.
Outra coisa lecau aqui é que as pessoas não sabem o diferencial de ideia e preconceito: "Vocês têm TODO o direito de expressar suas opiniões, desde que elas sejam iguais às nossas". É a favor da redução da maioridade penal? Seu monstro! Você está ferindo os direitos humanos. Eles não sabem que, se apertar o gatilho duma arma carregada na cabeça de uma pessoa, ela morre. É contra as cotas raciais? Seu preconceituoso! Precisamos apagar injustiças históricas (apagando essas com injustiças atuais). É contra o casamento gay? Seu homofóbico. Não vê com bons olhos a demarcação de terras? Amigo, tá precisando de óculos. Toma aqui o meu de 2 graus.
Ah, outra coisa. Não fale mal do Neymar, meu ídolo, senão eu vou considerar preconceito. Não fale mal dum cara que é símbolo de como o Brasil valoriza mais o futebol do que a saúde, educação. Claro que um professor, um policial, um médico fez muito mais pelo Brasil do que o Neymar. Mas nenhum deles lançou a moda do moicano alto, amigo. Hello. Para chutar uma bola, o cara ganha milhões, fora os patrocínios. Para ensinar e ajudar as pessoas a ter um futuro melhor, salvar uma vida num hospital público com a infraestrutura péssima (lembrando a vocês que temos hospital padrão-fifa sim. A gente torce para conseguir uma vaga), ganha-se uma merreca. Se liga, chutar uma bola e ganhar uma copa é muito mais importante. Todo mundo tenta, mas só o Brasil é Penta. VAI BRASIL! (brasileiro se contenta com status fútil). Tão importante que o Governo já gastou bais ou benos 20 bilhões com a Copa. Com esse dinheiro, eu faria uma copa, uma cozinha, uma mega área de churrasco e ainda sobraria muita grana.
O Brasil não foi para frente, mas tá indo. Deixa só a gente ganhar o hexa. Porque o Brasil tá indo pra frente do abismo, da corrupção, da criminalidade, da insegurança. Não só por causa dos políticos, das empresas privadas corruptas, dos bandidos, mas da ignorância do povo. Não vai pra rua (SEM QUEIMAR ÔNIBUS E FAZER QUEBRA QUEBRA, CARAI), não cobra dos políticos cumprimento das promessas, não lê o carai do Direito Constitucional, não acompanha as notícias pra ver o lamaçal que o Brasil está. Sabia que vereador tem imunidade política na circunscrição do município em que exerce o mandato? Não? Então vai ler, analfabeto. Porque é o pior tipo de analfabeto que existe e o Brasil (democrático) tá cheio: o analfabeto político. Claro, como democráticos cidadãos, os políticos não querem que vocês desenvolvam um pensamento crítico, senão como vão manipular vocês? Eles querem que o povo se contente com migalhas, como sempre.
Isso é ser um país democrático, dã!
domingo, 16 de março de 2014
terça-feira, 11 de março de 2014
Eleições 2014: vai votar no Macaco Tião?
Esse ano tem eleição para uma carracada de cargo: Presidente, Governador,... Ah, vocês sabem! Saber em quem votar é outros quinhentos; porque, bixim, é incrível. As pessoas botam esperança em uma cara: “ah, eu voto no 40”, “Clécio, esse é meu prefeito!”, “Roberto Góes> Justin Bieber”.
Ok, o indivíduo chega ao poder com uma série de promessas que os puxa-sacos e ignorantes acreditam: “100 dias eu faço os carai a 4”, “vou dar notebook para professor, servente, merendeira, tia do banheiro”.
Não precisa passar nem os quatro anos. No primeiro ou segundo ano de mandato, o governante já mostra sua incompetência e falcatrua. Aí chove xingamentos: “esse cara é um ladrão”, “ah, porque esse cara prometeu isso, prometeu aquilo e não fez nada”.
Pera lá, né, amigo. Ninguém mandou você ser besta. Por mais que ouça as propostas do candidato, não seja um Zé Chulé de botar fé em cada palavra do que ele diz.
E também, a pessoa reclama, reclama, mas depois de quatro anos ta aí, cometendo o mesmo erro, aceitando boné do 40, charlando com a camisa do 50, enfeitando a casa com bandeira do 12. Posta no Instagram, Twitter, Facebook entre outras, campanha para o candidato.
Ok! A pessoa, a mesma ou outra, chega ao poder, aparece nas manchetes desviando dinheiro público. Aí você reclama; ainda diz que “odeia política”. Não, a culpa não é da política. A culpa é de você, que não sabe votar. Você que, só porque o cara é popular (mesmo falando mal dele e dizendo que faz parte de uma oligarquia), mantém ele e seus parentes no poder. Políticos que, com raras exceções, só se preocupam em se reeleger e se perpetuar no poder. Como diz a abelha: faça o mel favor. Aprenda em quem votar. De gente besta já basta eu.
Nota: Tião foi um macaco que recebeu 10% dos votos para prefeito no Rio de janeiro, em 1989. Uma clara demonstração do quanto as pessoas valorizam o seu voto.
Ok, o indivíduo chega ao poder com uma série de promessas que os puxa-sacos e ignorantes acreditam: “100 dias eu faço os carai a 4”, “vou dar notebook para professor, servente, merendeira, tia do banheiro”.
Não precisa passar nem os quatro anos. No primeiro ou segundo ano de mandato, o governante já mostra sua incompetência e falcatrua. Aí chove xingamentos: “esse cara é um ladrão”, “ah, porque esse cara prometeu isso, prometeu aquilo e não fez nada”.
Pera lá, né, amigo. Ninguém mandou você ser besta. Por mais que ouça as propostas do candidato, não seja um Zé Chulé de botar fé em cada palavra do que ele diz.
E também, a pessoa reclama, reclama, mas depois de quatro anos ta aí, cometendo o mesmo erro, aceitando boné do 40, charlando com a camisa do 50, enfeitando a casa com bandeira do 12. Posta no Instagram, Twitter, Facebook entre outras, campanha para o candidato.
Ok! A pessoa, a mesma ou outra, chega ao poder, aparece nas manchetes desviando dinheiro público. Aí você reclama; ainda diz que “odeia política”. Não, a culpa não é da política. A culpa é de você, que não sabe votar. Você que, só porque o cara é popular (mesmo falando mal dele e dizendo que faz parte de uma oligarquia), mantém ele e seus parentes no poder. Políticos que, com raras exceções, só se preocupam em se reeleger e se perpetuar no poder. Como diz a abelha: faça o mel favor. Aprenda em quem votar. De gente besta já basta eu.
Nota: Tião foi um macaco que recebeu 10% dos votos para prefeito no Rio de janeiro, em 1989. Uma clara demonstração do quanto as pessoas valorizam o seu voto.
segunda-feira, 10 de março de 2014
Pó Lítica
“O Brasil tá escroto por culpa desses políticos fdp, que rouba nosso dinheiro”, “Não gosto de política”. As pessoas dizem isso com tanto orgulho. Claro, a culpa só é dos políticos (e das estrelas), só deles; eles quem roubam diretamente. Certo? ERRADO.
Primeiramente: quem colocou os políticos no poder? Quem tem o poder ativo de voto? Exato, você. Você que vende seu voto. Você que é dependente do Estado, acha que só o Estado deve fazer ali, aqui.
Mesmo que seja obrigação do Estado, faça sua parte (Reclame, claro. Mas aja! Não perca tempo só reclamando. Ta com a bunda pregada na cadeira?). Você que não busca no Contas Abertas saber como está sendo usado o dinheiro público (Nota: tudo, tudo que os políticos fazem em benefício da população , não fazem dele bons políticos ou menos pior. Lembre-se que é OBRIGAÇÃO dele, que nunca é cumprida 100%).
“Ah, mas eu não votei nele”. Não interessa: votando em outro, votando nele, você pode e deve ter uma participação política. Seu dinheiro, 150 DIAS POR ANO, de impostos imensos, usados para pagar a fortuna dos salários e privilégios dos políticos. Esses sim são ostentação.
Segundamente, você diz que ta “mais perdido que político honesto em Brasília”... pera lá. E você, não sim xerga? Reclama do político, mas nem olha para si, que também se corrompe. Para em fila dupla ou em cima da faixa de pedestre, não respeita quando os pedestres atravessam a faixa, estaciona em vaga reservada para deficientes, aceita qualquer tipo de propina, fura fila, sonega imposto.
Não adianta reclamar do cara que usa luzes no cabelo se você pinta seu cabelo de vermelho menstruação. Esse negócio de que “não gosta de política” é coisa de ignorante. O Brasil só tende a piorar, colega e você continua reclamando mas não move um dedo para nada. O Brasil era mais cheiroso quando era colônia.
Primeiramente: quem colocou os políticos no poder? Quem tem o poder ativo de voto? Exato, você. Você que vende seu voto. Você que é dependente do Estado, acha que só o Estado deve fazer ali, aqui.
Mesmo que seja obrigação do Estado, faça sua parte (Reclame, claro. Mas aja! Não perca tempo só reclamando. Ta com a bunda pregada na cadeira?). Você que não busca no Contas Abertas saber como está sendo usado o dinheiro público (Nota: tudo, tudo que os políticos fazem em benefício da população , não fazem dele bons políticos ou menos pior. Lembre-se que é OBRIGAÇÃO dele, que nunca é cumprida 100%).
“Ah, mas eu não votei nele”. Não interessa: votando em outro, votando nele, você pode e deve ter uma participação política. Seu dinheiro, 150 DIAS POR ANO, de impostos imensos, usados para pagar a fortuna dos salários e privilégios dos políticos. Esses sim são ostentação.
Segundamente, você diz que ta “mais perdido que político honesto em Brasília”... pera lá. E você, não sim xerga? Reclama do político, mas nem olha para si, que também se corrompe. Para em fila dupla ou em cima da faixa de pedestre, não respeita quando os pedestres atravessam a faixa, estaciona em vaga reservada para deficientes, aceita qualquer tipo de propina, fura fila, sonega imposto.
Não adianta reclamar do cara que usa luzes no cabelo se você pinta seu cabelo de vermelho menstruação. Esse negócio de que “não gosta de política” é coisa de ignorante. O Brasil só tende a piorar, colega e você continua reclamando mas não move um dedo para nada. O Brasil era mais cheiroso quando era colônia.
domingo, 9 de março de 2014
A Copa é Aqui
A Copa do Mundo de 2014 vai ser aqui.
“Absurdo Copa no Brasil. Temos que investir em saúde, educ... Goooool, porra. Vai pra frente, Brasil.”
É assim: a primeira pessoa que grita gol é a mesma pessoa que falava nas manifestações “não queremos Copa, queremos mais saúde e educação.” Engraçado, né. O povo reclama tanto desse Pão e Circo, mas ta aí, mega ansioso para a Copa.
Não que eu seja contra a Copa. Contra os absurdos, cara, os absurdos com o dinheiro público. Você se mata 5 meses, 150 dias, por ano para pagar impostos, e eles são despejados em estádios que nem todo mundo vai ter acesso, verdadeiros Elefantes Brancos. Mais de 8 bilhões injetados nesses estádios. 8 bilhões que podiam ser usados em uma pá de coisas. Mas claro, ver os gatos da seleção brasileira, começando pelo cabelo de vassoura nº 10 vale mais.
Vale mais sua hipocrisia, que agora está fazendo preparativos para a Copa, mas quando ela acabar, vai pra rua protestar: “Escola Padrão Fifa”. Se for para continuar com essa hipocrisia, melhor guardar sua voz para The Voice, porque seu grito, em manifestações relacionadas aos imensos gastos públicos com a Copa, será em vão. Não reclame do governo se você também vai no ritmo da Copa.
“Absurdo Copa no Brasil. Temos que investir em saúde, educ... Goooool, porra. Vai pra frente, Brasil.”
É assim: a primeira pessoa que grita gol é a mesma pessoa que falava nas manifestações “não queremos Copa, queremos mais saúde e educação.” Engraçado, né. O povo reclama tanto desse Pão e Circo, mas ta aí, mega ansioso para a Copa.
Não que eu seja contra a Copa. Contra os absurdos, cara, os absurdos com o dinheiro público. Você se mata 5 meses, 150 dias, por ano para pagar impostos, e eles são despejados em estádios que nem todo mundo vai ter acesso, verdadeiros Elefantes Brancos. Mais de 8 bilhões injetados nesses estádios. 8 bilhões que podiam ser usados em uma pá de coisas. Mas claro, ver os gatos da seleção brasileira, começando pelo cabelo de vassoura nº 10 vale mais.
Vale mais sua hipocrisia, que agora está fazendo preparativos para a Copa, mas quando ela acabar, vai pra rua protestar: “Escola Padrão Fifa”. Se for para continuar com essa hipocrisia, melhor guardar sua voz para The Voice, porque seu grito, em manifestações relacionadas aos imensos gastos públicos com a Copa, será em vão. Não reclame do governo se você também vai no ritmo da Copa.
sábado, 8 de março de 2014
A Face Brasileira: Tá Precisando de uma Plástica
“Brasil, mostra tua cara”, aí aparece uma menina de 12 anos, grávida, com brinco de zíper e cabelo vermelho, dizendo que “adorra” o Neymar. Vai da adolescente grávida até o político que bota no bolso $ público. Claro, porque a vida com $ é mais gostosa.
O Brasil é in-crí-vel. Somos a pátria das chuteiras- embora a maioria use sandália de dedo-, lugar das mulheres mais lindas do mundo (porque ainda não viram as cheirosas do P. Help) e a maior biodiversidade também. Sabe o que é mais incrível e eu “adorro”? Aqui, matar um bandido ou maltratar um cachorro é algo imperdoável, mas matar um pai de família ou um policial é a coisa mais normal do mundo, normal como tomar açaí no penico. A analogia é escrota, eu sei.
Me julguem. Mas também julguem esses “de menor”, que podem virar Mussolini, e não acontece porr* nenhuma com eles (tive que esconder o palavrão, mas até parece que vocês não sabem que é porre).
Hoje você não está seguro nem fora nem dentro de casa. Um menor te pega na rua e talvez até matando, o que acontece? Uma coisa imensa chamada nada. Nada vezes nada. N4D4. Agora vai querer propor uma redução na maioridade penal, que os direitos zumanos vão é te meter bala. É, colega, Brasil é assim. Se você não é rico, político ou bandido, cuidado, senão você dança.
O Brasil é in-crí-vel. Somos a pátria das chuteiras- embora a maioria use sandália de dedo-, lugar das mulheres mais lindas do mundo (porque ainda não viram as cheirosas do P. Help) e a maior biodiversidade também. Sabe o que é mais incrível e eu “adorro”? Aqui, matar um bandido ou maltratar um cachorro é algo imperdoável, mas matar um pai de família ou um policial é a coisa mais normal do mundo, normal como tomar açaí no penico. A analogia é escrota, eu sei.
Me julguem. Mas também julguem esses “de menor”, que podem virar Mussolini, e não acontece porr* nenhuma com eles (tive que esconder o palavrão, mas até parece que vocês não sabem que é porre).
Hoje você não está seguro nem fora nem dentro de casa. Um menor te pega na rua e talvez até matando, o que acontece? Uma coisa imensa chamada nada. Nada vezes nada. N4D4. Agora vai querer propor uma redução na maioridade penal, que os direitos zumanos vão é te meter bala. É, colega, Brasil é assim. Se você não é rico, político ou bandido, cuidado, senão você dança.
sexta-feira, 7 de março de 2014
A capivara e a Paçoca
A história a seguir é de conteúdo humor crítico
Era uma vez uma capivara de nome Jenivalda. Ela era beneficiária do auxílio reclusão, um estímulo do governo federal às famílias de baixa renda que dependem exclusivamente do preso que contribuía para a Previdência Social. Seu marido, Lyndebergson, fora preso por latrocínio. Roubou um celular de um jovem e este, sem reagir e entregando o celular, recebeu um tiro na cabeça. A família dele recebia 730 reais; família da vítima nem apoio psicológico.
A capivara, com seus dois filhos, Iderlanderson Wandeyl e Chryslenney Thamyla, morava em uma área de risco de desabamento, pois não tinha para onde ir. Sua segunda moradia estava em uma expectativa nutrida, promessas feitas a ela e outras famílias em situação semelhante: moradia em um conjunto habitacional. O projeto tardou a sair do papel e, quando saiu, a obra do governo estava tão parada que, se fosse água, dava foco da dengue. Para piorar, a empresa que fez parceria com o governo no fornecimento de máquinas e equipamentos foi indiciada pela Justiça por sonegação de imposto, formação de quadrilha, além de oferecer produtos de origem duvidosa. O governo se dizia traído, embora ele não fosse o certinho. Desviou 33 milhões dos cofres públicos, além de receber propina de inúmeras empreiteiras. Para Jenivalda e outras famílias, restava alimentar a cabeça com o sonho da moradia, enquanto os pés fincados no chão estavam sobre um piso prestes a quebrar.
Complementando a situação escrotamente escrota, Lyndebergson foi solto por bom comportamento. Tão comportado que só faltava uma auréola. Chegando em sua casa, viu-a vazia. Ligou a luz e viu um guaxinim sentado em uma cadeira. Quando Lyndebergson correu, o guaxinim o alvejou com 5 tiros e foi embora. Ao chegar da rua, Jenivalda e seus filhos viram a capivara deitada coberta de sangue.
Correu para a casa da vizinha para levar o marido para o hospital. Chegando lá, estava lotado. Havia médicos suficientes; o que faltava era medicamento. Faltava até maca. Havia acabado o soro, e os médicos tiveram de tirar do seu próprio bolso para comprar. Se o governo não tivesse colocado na cueca 33 milhões, a situação do hospital público seria bem diferente. Um calango fora até Jenivalda e o marido, jogado no chão:
- O que houve?
-Meu marido levou um tiro. Façam alguma coisa!!!
-Minha senhora, vamos colocá-lo em um carro reserva, pois a ambulância não funciona mais. Vou levá-lo a um hospital particular.
Com rapidez, colocou a capivara marido no carro. Mas antes de chegar ao destino, Lyndebergson morreu.
Para Jenivalda, o tempo já não estava ao seu favor. Passava lentamente. Uma quebra de solidão, Jenivalda teve a companhia de Iderlanderson e Chryslenney. A escola deles entrou em greve, porque o dinheiro que deveria ser usado na reforma da escola foi usado para a manutenção de um estádio que vai sediar a Copa.
Com pouco dinheiro, o jeito era se alimentar com as paçocas que sua vizinha fazia. Numa situação triste, resolveu ir à parte nobre da cidade oferecer-se de doméstica. Mas como a PEC 72, das empregadas, fez muitas exigências e encargos tributários, contratar uma empregada doméstica pesou no bolso. Com as economias indo para o poço, Jenivalda tomou uma decisão: ingressaria na prostituição. No começo, o cliente pagava com paçocas, para sua família. Mas zaí, com o “trabalho” prosperando, ela passou a ser namorada de um traficante.
Os filhos, Iderlanderson e Chyrslenney foram morar na Europa. O traficante, Bem, contou com Jenivalda para transportar as drogas para a Bolívia e outros bairros próximos. Para Bem e Jenivalda era fácil, já que ambos zos dois contavam com policiais corruptos que recebiam até 50 mil pila de proprina. Jenivalda vivia como princesa. Adorava paçoca, e por isso, esse passou a ser seu apelido. Paçoca era temida e invejada. Sua vida era boa até ir para um baile funk e ter ficado com o Mc Carapanã. Bem soube da traição e mandou chamar os dois.
Em uma casa abandonada, eles foram presos com barbante. Levaram muita bicuda e choque elétrico. Bem mandou enrolá-los com fita crepe. Era o fim. Amarrar alguém com fita crepe antecede a queima da vítima ainda viva.
-E os meus filhos?
-Calma, quirida. Serão meus filhos agora.
E colocando uma paçoca na boca de Jenivalda, pegou o álcool e derramou sobre ela e o Mc Carapanã. Pegou a caixa de fósforo e, acendendo, jogou no corpo dos dois. Jenivalda podia dizer agora: pode vir quente que eu estou fervendo.
Era uma vez uma capivara de nome Jenivalda. Ela era beneficiária do auxílio reclusão, um estímulo do governo federal às famílias de baixa renda que dependem exclusivamente do preso que contribuía para a Previdência Social. Seu marido, Lyndebergson, fora preso por latrocínio. Roubou um celular de um jovem e este, sem reagir e entregando o celular, recebeu um tiro na cabeça. A família dele recebia 730 reais; família da vítima nem apoio psicológico.
A capivara, com seus dois filhos, Iderlanderson Wandeyl e Chryslenney Thamyla, morava em uma área de risco de desabamento, pois não tinha para onde ir. Sua segunda moradia estava em uma expectativa nutrida, promessas feitas a ela e outras famílias em situação semelhante: moradia em um conjunto habitacional. O projeto tardou a sair do papel e, quando saiu, a obra do governo estava tão parada que, se fosse água, dava foco da dengue. Para piorar, a empresa que fez parceria com o governo no fornecimento de máquinas e equipamentos foi indiciada pela Justiça por sonegação de imposto, formação de quadrilha, além de oferecer produtos de origem duvidosa. O governo se dizia traído, embora ele não fosse o certinho. Desviou 33 milhões dos cofres públicos, além de receber propina de inúmeras empreiteiras. Para Jenivalda e outras famílias, restava alimentar a cabeça com o sonho da moradia, enquanto os pés fincados no chão estavam sobre um piso prestes a quebrar.
Complementando a situação escrotamente escrota, Lyndebergson foi solto por bom comportamento. Tão comportado que só faltava uma auréola. Chegando em sua casa, viu-a vazia. Ligou a luz e viu um guaxinim sentado em uma cadeira. Quando Lyndebergson correu, o guaxinim o alvejou com 5 tiros e foi embora. Ao chegar da rua, Jenivalda e seus filhos viram a capivara deitada coberta de sangue.
Correu para a casa da vizinha para levar o marido para o hospital. Chegando lá, estava lotado. Havia médicos suficientes; o que faltava era medicamento. Faltava até maca. Havia acabado o soro, e os médicos tiveram de tirar do seu próprio bolso para comprar. Se o governo não tivesse colocado na cueca 33 milhões, a situação do hospital público seria bem diferente. Um calango fora até Jenivalda e o marido, jogado no chão:
- O que houve?
-Meu marido levou um tiro. Façam alguma coisa!!!
-Minha senhora, vamos colocá-lo em um carro reserva, pois a ambulância não funciona mais. Vou levá-lo a um hospital particular.
Com rapidez, colocou a capivara marido no carro. Mas antes de chegar ao destino, Lyndebergson morreu.
Para Jenivalda, o tempo já não estava ao seu favor. Passava lentamente. Uma quebra de solidão, Jenivalda teve a companhia de Iderlanderson e Chryslenney. A escola deles entrou em greve, porque o dinheiro que deveria ser usado na reforma da escola foi usado para a manutenção de um estádio que vai sediar a Copa.
Com pouco dinheiro, o jeito era se alimentar com as paçocas que sua vizinha fazia. Numa situação triste, resolveu ir à parte nobre da cidade oferecer-se de doméstica. Mas como a PEC 72, das empregadas, fez muitas exigências e encargos tributários, contratar uma empregada doméstica pesou no bolso. Com as economias indo para o poço, Jenivalda tomou uma decisão: ingressaria na prostituição. No começo, o cliente pagava com paçocas, para sua família. Mas zaí, com o “trabalho” prosperando, ela passou a ser namorada de um traficante.
Os filhos, Iderlanderson e Chyrslenney foram morar na Europa. O traficante, Bem, contou com Jenivalda para transportar as drogas para a Bolívia e outros bairros próximos. Para Bem e Jenivalda era fácil, já que ambos zos dois contavam com policiais corruptos que recebiam até 50 mil pila de proprina. Jenivalda vivia como princesa. Adorava paçoca, e por isso, esse passou a ser seu apelido. Paçoca era temida e invejada. Sua vida era boa até ir para um baile funk e ter ficado com o Mc Carapanã. Bem soube da traição e mandou chamar os dois.
Em uma casa abandonada, eles foram presos com barbante. Levaram muita bicuda e choque elétrico. Bem mandou enrolá-los com fita crepe. Era o fim. Amarrar alguém com fita crepe antecede a queima da vítima ainda viva.
-E os meus filhos?
-Calma, quirida. Serão meus filhos agora.
E colocando uma paçoca na boca de Jenivalda, pegou o álcool e derramou sobre ela e o Mc Carapanã. Pegou a caixa de fósforo e, acendendo, jogou no corpo dos dois. Jenivalda podia dizer agora: pode vir quente que eu estou fervendo.
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