segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Dilmando

As eleições por fim terminaram. Aqui no Amapá deu Wal12. Nunca se viu a cidade tão azul como ontem. Dando uma "lavada" em Camilo Capiberibe, Waldez se elegeu governador, apesar de tudo. Waldez é o cara. 
Mas não é ele a estrela de hoje. Esse texto se trata de uma estrela vermelha entre muitas estrelas vermelhas: Dilma.
A frase mais compartilhada ontem e hoje foi essa:


Faz sentido. Afinal, é um paradoxo inexplicável votar em um governo que, meses atrás, o que mais queria-se era tirá-lo do poder.
Nas bastou haver a Operação Lava Jato? Não bastou o escândalo do Porto de Cuba? A compra da Refinaria de Passadena? Não bastou o povo ir para às ruas protestar contra as mazelas do governo Dilma e vaiá-la para o mundo ver? É preciso o quê para mudar esse cenário? Por que votar em algo que se rejeitou? Nem aos ignorantes alienados, não bastou a derrota do Brasil para a Alemanha? Não bastou as cotas raciais para concursos federais?
É claro que os preguiçosos vendem o destino de seus país por umas migalhas que o governo joga. Estes, segundo PT, são classe média; saíram da pobreza. Se você recebe R$320,01 (não se esqueça do centavo), pode se considerar um vencedor da pobreza.
Aqui no Amapá, foi significativo o número de votos para Dilma. Por quê? Porque aqui há muitas pessoas acomodadas, que preferem fazer filho e esperar sua mixaria no fim do mês, do que procurar um trabalho, um emprego. Não é sua candidata que reduziu o desemprego?
Norte e Nordeste foram tipo a Alemanha; mas uma Alemanha pobre, desorientada, vendida por uns trocados. Para eles, o PT diminuiu a distância entre pobres e ricos, brancos e negros.
Não se pode negar os avanços sociais e educativos, como o Pronatec, ProUni, ProJovem. Porém, não se pode achar que Lula e Dilma foram bonzinhos ao instituir programas populares, principalmente o Bolsa-Família. Sabe-se que, desde a República Velha, os benesses governamentais criam e solidificam um curral eleitoral. Há pessoas que votaram na Dilma porque "se o Aécio ganhasse, adeus meu Bolsa-Família."
O discurso de levantar a bunda da cadeira, ir à luta e crescer na vida não cola. Gostam de depender do Bolsa-Família e querem depender disso pelo resto da vida. Quanto maior o número de bolsas, maior o número de pobres.
Não bastasse a velha política, Dilma adora um comunismo. Isso ninguém nega. 
E se essa mulher (ou esse homem, não sei), transformar o Brasil em uma Cuba? "Ah, isso é impossível, isso o povo não ia deixar". 
Se reelegeram a Dilma depois de protestarem contra ela, pode se esperar tudo. E esperar que sim, o Brasil vai estar dilmando por mais 4 anos.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

A Festa da Democracia

Minha primeira eleição, a chamada "Festa da Democracia". Se eu votei consciente? Com certeza. Se eu votei certo? Para a maioria não. Mas vamos lá. Essa eleição virou zoológico: deu zebra, rato, burro.
Para presidente, por exemplo. Dilma Rousseff estava disputando com Marina Silva para ir ao segundo turno. A diferença de Dilma para Marina era de 70 quilos. Acontece que, depois de apurada as urnas, no lugar de Marina, foi Aécio Neves. 
Quem surpreendeu foi Luciana Genro, a candidata mais revoltada, que fala mal de tudo e de todos, que ficou em 4º lugar com mais de 1 milhão de votos. Será que há chances dela virar jihadista islâmica?
Que o diga o pessoal do PSTU e PCB do Amapá, que quer estatizar tudo.



O candidato mais nanico a governador, Décio Gomes (PCB-AP), só sabia falar mal do outro candidato, Lucas Barreto, vulgo cara de pão de queijo (Fonte: Camilo Capiberibe).
Falando em governador, Waldez Góes e Camilo Capiberibe calaram a boca da concorrência. Waldez é o cara, capaz de roubar o coração das pessoas, e Camilo paralisa com seu discurso.
Com esses dois no segundo turno, bombou no Instagram e Facebook postagens de pessoas que se indignaram, dizendo ter "vergonha de ser amapaense" e que o povo do Amapá é "burro e indolente". Até me comovi com essa revolta.
Queriam Décio Gomes e Genival Cruz para implantar o regime marxista e fazer mais besteira?
Jorge Amanajás, que responde a várias acusações na justiça de quando era presidente da Assembleia? O Sr. Desafio, que foi denunciado por participar de um esquema que desviou 820 mil reais dos cofres do Legislativo do Amapá?
Ok, chega de contar os podres dos candidatos e vamos falar de duas notícias: uma boa e outra ruim.
A boa é que a Irmã Perpétua acertou no despacho e Edinho Duarte, Telma Gurgel, Balieiro 190 e outros ladrões não se elegeram.
Em compensação, Moisés Souza será mais uma vez deputado. Durante a campanha, ele gastou muito com óleo de peroba e foi para a frente da televisão falar sobre corrupção. É pior do que gordo falando de nutrição.
O novo parceiro de Moisés é Pedro da Lua, que consegue falar mal dos outros mais do que eu. Será que na Assembleia Legislativa, Pedro da Lua vai ter fases de ser sozinho, fases de ser sua?


Nota. Parabéns ao Cabuçu, que conseguiu ser Deputado Federal. Eu pensei que a população do Amapá era racional o suficiente para não se deixar levar pelo sentimentalismo. 18 mil pessoas ainda não evoluíram para homo sapiens sapiens.
Nota 2. Gostaria de saber se na próxima eleição posso tirar selfie na urna, como Vinícius Gurgel? 
Deputado federal Vinícius Gurgel, do Amapá (Foto: Reprodução/Instagram)

Nota 3. Agora que Vinícius e Luciana Gurgel, Rozi Rocha e Júnior Favacho se elegeram deputados estadual ou federal, quando é que a população vai pegar cartazes e ir para rua pedindo o fim da corrupção?


sexta-feira, 15 de agosto de 2014

"Podes Cráu"

Estamos nos aproximando das eleições. 5 escolhas, 5 pessoas que iremos votar... ou não. Ainda nem começou a propaganda eleitoral, já se vê bandeiras nas casas, adesivos nas camisas com 4, 5 números, rostos estampados nos carros como se o rosto do candidato fosse a marca do carro. E agora, em quem votar?

"Ah, eu vou votar no meu amigo. Vai que ele ganhe e arranje um cargo 'porreta' pra mim".
Parabéns, você é um idiota. É claro como você encara a política. E como seu possível candidato também: uma forma lícita de ganhar muito dinheiro, que abre portas para ganhar muito dinheiro de forma ilícita. E que sim, é tudo um jogo de vantagens, um toma-lá-da-cá.
Afinal, um deputado estadual, por exemplo, tem um salário médio de R$ 20.042,00. Além disso, tem as diárias de R$2.605,46 quando sai do estado e meros R$ 4.409,24 quando se trata de viagem para o exterior. Mas, não se contentando com esse miserê e precisando de mais dinheiro, vai surrupiando o dinheiro dos cofres públicos, tarefa nada difícil.
Há quem diga "Ah, vou votar no fulano porque eu conheço ele desde criança, e eu sei que ele realmente quer mudar o Amapá/ Macapá".  Aquela velha história de que fulano é Che Guevara e vai fuzilar a corrupção e tudo que tolhe o desenvolvimento de uma nação. 
Mas alguém explique para Che e seu eleitor que, para efetuar mudanças em algum lugar, como o Amapá, por exemplo, não é obrigatório se candidatar a algum cargo politico.
Porém, as tolices não param por aí. Sabemos que a consciência política de grande parte da população brasileira é ignorante o suficiente para colocar no poder alguém, e hipócrita o suficiente para reclamar que "político é tudo ladrão".
A ignorância política se mostra naquele cara que vota no Tiririca, no Collor, no Rocha do Sucatão.
Além da ignorância, também têm amnésia. Sérgio Arruda, acusado de corrupção ativa, lidera as pesquisas de intenção de voto para governador de DF. Talvez porque o povo quer que Arruda distribua panetones para eles.
Mas não indo muito muito longe, aqui no Amapá.
Sabe aqueles LADRÕES, FICHA SUJA Moisés Souza e Edinho Duarte? Eu tive o desprazer de vê-los, não pessoalmente senão rolava barraco, mas adesivados em carro. Espero que seja carro deles, ou de familiares no máximo. Porque eu fico me perguntando até onde chega a burrice amapaense. 
As pessoas tiram título de eleitor para votar no Edinho Duarte? Amapaense estuda para ficar mais burro e votar no Moisés Souza? Cadê o diploma de otário dessas pessoas?
Só quero ver no dia 5 de outubro quem serão os digníssimos candidatos que serão eleitos. 
Dj Alain Christophe? Quais são suas propostas? Música eletrônica nas escolas e dia de sábado nas boates, a entrada 1 real na moeda?
Vardico, dos Cabuçus, para representar o Amapá no Congresso? Além da proposta de açaí nas escolas, que eu creio que nem esteja entre suas propostas, que vai fazer de bom pelo Amapá? Não esperamos pelo seu "podes cráu", porque política não tem nada de palhaçada. Brincadeira? Vá lá pro Bar Caboclo, não para a Câmara.
O que vocês sabem sobre a função de deputado, estadual e federal, regido pela Constituição e pelo regimento interno da ALAP (Assembleia Legislativa do Amapá)?
No mínimo, as pessoas deveriam saber o conceito -e não o salário só- de um cargo no legislativo e um conhecimento de ciência política, antes de se candidatar. 
Porque é cada proposta absurda. Procure saber as propostas de algum deputado, vereador, senador, e veja a quantidade de inutilidades. Mas quem faz isso? Quem pesquisa antes de votar? Quem perde tempo com isso?
O importante é o slogan, as paródias de músicas, as bandeiras nas bicicletas e carros. E daí, em menos de 4 anos, veremos na mídia escândalos de corrupção, gente (Telma Gurgel) tapando a câmera de repórter, deputado (Agnaldo Balieiro) gaguejando ao ser indagado sobre nota fiscal falsa, pessoas ganhando 1700 reais para ir para Santana.
Aí é que o cara vai se revoltar. Só nesse momento. Depois vai continuar nesse círculo vicioso de votar no cara corrupto e, depois de um escândalo, ir lá para FAB fazer protesto.
É assim, aquele velho e tolo jeitinho brasileiro que amapaense faz questão de praticar. 




quinta-feira, 24 de julho de 2014

Violência contra a mulher

Parece que virou moda. Não se viram nas passarelas da São Paulo Fashion Week, ou da nova coleção de Dolce&Gabbana. Não, não é a moda da calça boyfriend -embora, às vezes, envolva o namorado-, ou do saião florido. É uma moda pior, que tem como adeptos os homens, se é que podemos chamar de homens, mais arrogantes e leigos da sociedade. 
A moda? A violência contra a mulher. Um tapinha ali, um empurrãozinho acolá. Depois o tapa se transforma em espancamento e o empurrãozinho fica tão forte, que muitas mulheres se lesionam gravemente. Quem deveria proteger, é na verdade o que assusta.
Sem lei Maria da Penha, sem estatísticas, sem reportagens: para falar a respeito desse tema, por preguiça, fiz um poema. Até porque meu nome é Camões... Mentira, é Denise mesmo.

O sharia 


Isso não é Afeganistão
Não estamos sob o islamismo
Isso aqui não é ditadura
Mas alguns acreditam que sim
Outros duvidam que não
Não há uma Constituição 
Regendo sobre a burca
Mas há uma Sharia
Sobre tapas que você leva na cara
E a humilhação
Ou o quanto você é desvalorizada
Em cada casa assim
Você vê um xiita
As vezes parece um sunita
Mas em uma coisa se assemelham:
Seguem a regra de espancar a mulher
Fazem e seguem à risca sua própria lei
Na casa, ele é o rei
A mulher não é o súdito
Pelo hadith
É o escravo que, para ele, nunca vai ser alforriado
E não importa quantos 180 sejam ligados
Ele é o dono dela
E ela não é dona da sua vida
É o companheiro o seu Allah
Que quando diz "sim", é sim
Caso contrário, isso pode significar sua morte
Muitos olham, poucos vêem
Porque são burgueses de tradições
Dos ditos proverbiais "em briga de marido e
mulher não se mete a colher"
E o seu silêncio vale mais
Do que evitar um olho roxo
Que, por vezes, é preferível às flechas de fogo
Saídas da boca do seu Aiatolá
Xingamentos, escárnios, um dicionário de palavrão
Que miram o coração, mente, todo o psicológico
A violência, não a física, mas a moral
A que mexe com o subconsciente
Oculta, coberta, entre sete paredes
Aquela violência, por ignorância, é desclassificada 
como tal
Mesmo produzindo um efeito mais mórbido
Pois toda forma de violência
É uma forma inóspita e mesquinha
De sentir o poder
De obter forças da forma mais fraca
De achar que derrubar a outra aumenta seu degrau 
em sete léguas
E que esse círculo vicioso nunca vai ser rompido.
Ledo engano.
Seja a diferença
Não seja a omissa estátua atenta a nada.
Se acasso discussões, mudanças notáveis,
súplicas desesperadas das marcas no corpo
E o grito do silêncio
Forem vistos, ouvidos, percebidos
Por seus olhos, boca, cinco sentidos
E a certeza for tão grande,
Que seja necessário desenterrar as palavras da garganta,



Denuncie. Ligue 180.






quarta-feira, 16 de julho de 2014

A Copa da Vida Real

        A Copa acabou. As notícias sobre as vaias da Dilma, a coluna torta do Neymar, a vitória pornográfica da Alemanha sobre o Brasil já estão acabando também. Então vamos falar sobre a Tekpix, a filmadora mais vendida... 
  Não, esse site não posta mentiras. E mentira não é o tema de hoje. E prosa não é o texto de hoje.
      
Sem Maracanã, sem Felipão, sem David Luiz ou Copa das Copas. Hoje, através de um poema, falo sobre outro assunto. É uma reflexão, uma crítica, um elogio.
    Uma meditação sobre a vida das crianças da favela. Tão iguais e tão diferentes ao mesmo tempo.
    Uma crítica, às pessoas que usam da condição como pretexto para iniciar sua vida no crime. Que esteriopatiza que todo mundo da favela vai rumar para a criminalidade. Que todo pobre, por estar sem opção, vai roubar, vai matar, vai fazer do Código Penal seu livro de figurinhas a ser preenchido.
    Um elogio às pessoas que mostram o contrário. Que todos, sendo pobre ou rico, têm opção na vida. E que, com esforço, você pode mudar os rumos da sua história. Todos têm chance na vida, e seu desperdício se dá por mera preguiça. 
 Pode até ser um paralelo à Copa do mundo, em que cada um tem seu desafio, mas a taça da vitória não está disponível somente para um, e sim para quem sabe ser um Löw da sua história


   Moleque do Morro

Ele me disse que trabalha no transporte aéreo
Ele não é piloto nem co-piloto
É um aviãozinho
Que carrega na mão, na mochila, no estômago
Um, dois, quantos pacotes couberem
Quantos retornos puderem
Um pó branco é o ouro
Cocaína, na tabela periódica, vira Au
E nem Pelé seria um crack tão admirado
Esse avião não tem motores
E suas asas não voam tão alto
Chegam ao céu da favela
Ao céu do teto da mansão
Daquele cheio de ouro, cheio de arma
O Poderoso Chefão

Pobre garoto do morro
Que o que quer é ficar rico
Por mais que isso custe
Cuspir na Lex
Ele sabe a mulher com a balança o protege
Pois ela é cega
E puni-lo seria contra lex

Pobre garoto do morro
Que de noite sonha ser um homem de ouro
Com um chifre para mandar e desmandar
E brincar de Deus, se você morre ou vive
Tudo isso tem um preço
E ele não sonha em pagar com a sua vida

Garoto pobre do morro
Que prefere a vida do que o "mato ou morro"
Mesmo que isso signifique
Gastar 400 horas para ganhar 40 reais
O que ele quer é sair da pobreza
Seu alvo principal não é a riqueza
É a vida honesta, é a sorte de uma vida tranquila
Com sabor de água límpida
Por mais que isso custe
Os desafios que a vida joga
O garoto pobre do morro
Com cara e coragem, dobra a aposta
Pois ele escolheu o caminho certo
Não usou sua situação como desculpa esfarrapada

Garoto pobre do morro
Com uns livros e lápis na mão
Vai que é tua
Você tem a vida toda
Para transformá-la num final feliz.


quarta-feira, 2 de julho de 2014

Toda Cota que Houver Nessa Vida

Sempre fui a favor da meritocracia; o mais apto conseguir uma vaga de emprego ou de ensino. Assim, sou contra cotas, salvo para pessoas de baixa renda e deficientes. As pessoas dizem que tudo isso é política de inclusão, que é uma medida de reparar danos e por aí vai. E quando o assunto é Cota, o Brasil mostra sua cara. Confira.

Cotas raciais em universidades



O sistema de cotas foi adotado pela primeira vez em 2004 pela UNB. De lá para cá, o número de universidades que adotaram esse sistema tem aumentado. Segundo o portal da UFSJ, 42,3% das universidades federais adotaram essa medida.
Para alguns, é uma vitória. As cotas representam o acesso antes "negado" aos negros e indígenas. Além do mais, é um "pagamento da dívida histórica que o Brasil tem para com os negros e indígenas, pois estes foram escravizados durante muito tempo".
Isso significa, então, que uma pessoa declarada branca deva ceder sua vaga conquistada por mérito a uma pessoa negra ou indígena devido a sua ancestralidade? Devemos responsabilizar os brancos de hoje pelos absurdos cometidos pelos brancos do passado? Isso é ridículo. 
E preconceituoso. Como os negros precisam de cotas para entrar numa universidade? Quer dizer que eles não são aptos para conseguir uma vaga por mérito próprio? 
No cúmulo da hipocrisia, muitos dizem que os negros são "minoria esquecida".  Valha-me, sociedade. O Brasil tem a segunda maior população negra do mundo, só perdendo para Nigéria. Vivemos no país mais miscigenado do mundo, com mais da metade das pessoas descendentes de africanos. Como definir quem receber essas cotas? Existe pessoas mais negras que as outras?



Cotas para negros no serviço público



Entrou em vigor no dia 10 do mês passado um dos maiores absurdos aprovados pela Dilma Roscoff. Nada mais, nada menos que a Lei que reserva 20% das vagas para negros no serviço público.
Sempre aquele velho discurso que é uma luta contra a discriminação. E sempre a mesma violação do fundamento de igualdade perante a Lei. 
Convenhamos, isso beira o ridículo.
Estamos falando de serviços públicos, mão de obra profissional. Não estamos falando de universitários que, numa defesa frágil, vai receber aprendizado igual.  Mas o futuro servidor não vai entrar para aprender uma nova competência que mais tarde vai ser cobrada pelo mercado de trabalho. 
Além disso, será mais um novo meio para os ignorantes atiçarem ainda mais seu preconceito. "Ah, ele só conseguiu o emprego por causa da cota, blá, blá blá".
No serviço público, é necessário a escolha dos melhores, independente da cor, pois os candidatos para a vaga estão oferecendo sua competência e sabedoria. As pessoas devem ascender pela sua aptidão, não pela cor. É absurdo e um agressão ao bem público.


Cotas para mulher no Parlamento




É lei: 30% das vagas para cargos eleitos por voto proporcional devem ser destinadas às mulheres. Tudo isso depois das feministas militantes dos próprios partidos e outras cambadas se mobilizarem. 
Fala sério. Elege-se quem tem votos nas urnas; é a lei da democracia.
Mulher, negro, branco, anão, todos devem ser eleitos pelo povo por suas propostas e competência em cumpri-las, e não por causa da sua cor, sexo, credo, estatura.
Está havendo uma banalização do sistema de cotas. Se a pessoa é eleita ou não, é o povo quem decide. Uma mulher não ser eleita não significa que é só porque seja mulher, mas na realidade, sua ficha não seja limpa, suas propostas talvez não sejam coerentes... uma gama de competências esperada de qualquer candidato.
Mas é isso, vivemos no país democrático, o país de todos, o país das cotas; onde as pessoas não querem direitos, mas privilégios. 
Mas se o STF e a Dilma Roscoff concordam com as cotas, quem sou eu para questionar?

terça-feira, 17 de junho de 2014

Diversas Formas de Protesto

Para protestar por algo não é necessário ir para as ruas, não é preciso escrever palavras de ordem em um muro qualquer, muito menos quebrar um patrimônio público. Existem diversas formas de protestar. Pode ser por um blog, um grafite de rua numa parede autorizada, pode ser uma música, pode ser um poema. Mas a melhor forma que existe até hoje é na urna. E depois dela. É protestar por uma reforma política. E fazer acontecer.
Hoje, faço um protesto com outro gênero textual: o poema. O nome dele? A critério de vocês. O tema? Violência, caos, desordem, irresponsabilidade. Um protesto contra a morte.
"Eu vi a cara da Morte e ela tinha uma arma
Eu vi a cara da Vida e ela estava morta
Valia 10 reais
Mas ninguém pagou a conta
A conta não tem preço
A conta não tem valor
Por mais que você pague
Você paga sua passagem
O trem para o Undiscovered Country está passando, não se atrase
A Morte tem pressa
A Morte é traiçoeira
Está no menino de 14 anos
Leva o menino de 14 anos
Seu nome, vários
Letras, nove
Mora no trânsito
Mora nas casas
Eu falo dessa:
A morte evitada
A morte matada
A Morte que te aponta uma faca e te manda passar o celular
A morte que podia ser evitada
Por uma gota a menos de álcool
Por uma gota a mais de responsabilidade
A morte evitada, a morte matada, a morte justificada
'Não foi eu'
'A culpa é da contramão'
A Morte junta os erros da sua vida e culpam a sociedade
A sociedade acredita
Transforma criminoso em vítima
E cria leis, e cria decretos e cria comissões
Para proteger os direitos humanos de quem não é humano
Porque a Morte é inocente, mesmo que culpada
Mesmo que seja morte injustificada, matada, desnecessária, evitada."

domingo, 1 de junho de 2014

Os Protestos na Copa Adiantam?

A bola da vez é a bola da Copa. O dia em xeque é o dia 12. O evento não é somente os jogos. É tudo que engloba a Copa, porque Copa do Mundo não é só o que acontece dentro dos estádios. É o que acontece fora. Justamente o que o governo teme, com uma certa razão.

Sempre fui a favor das manifestações, dos protestos pacíficos, das passeatas por um ideal justo. Tentar calar a boca do povo é agir com tirania. Nada mais bonito que um aglomerado de pessoas com cartazes, em prol de uma causa justa.
Mas os protestos que estão próximos da Copa são tão necessário como chifres em uma galinha. Qual o resultado que as pessoas pretendem alcançar? Não deixar que o evento ocorra? E o dinheirama já gasto para sediar o evento? Tá atrasado, hein. Tais protestos tardios são inócuos. Mas fazer o que, é o jeitinho brasileiro.
Por que não protestaram em outubro de 2007, quando a FIFA anunciou que o Brasil sediaria a Copa? Nesse momento, só se pensava "Brasil, rumo ao écsa".
E no embalo da caxirola, o governo começou a dar sinais negativos. Não é por acaso o logo da Copa:

Em 2012, 2 anos antes, 44 das 55 obras urbanas da Copa começaram tarde ou nem tinham saído do papel. Quando se constatou que nada estava saindo como planejado, quantas pessoas foram para rua?
Agora, é irresponsável alimentar conflitos contra a Copa, os gastos já foram realizados. O que fazer? Assistir aos jogos? Vestir uma camisa estupidamente preta, em sinal de luto (?), nos dias do jogo do Brasil?
Não, em momento algum sou favorável à Copa e muito menos às gastanças. Mas também não apóio o jeitinho brasileiro de que "mais vale um protesto tardio do que dormir em berço esplêndido". Sim, envolve nosso dinheiro. Mas por que as pessoas não protestam em carnavais e outros eventos que tenham parcela de dinheiro público? A Copa é uma vez, mas esses eventos não.
Talvez esse dinheiro, independentemente ou não da Copa, não fosse investido em educação. O governo investe 289 bilhões com educação. Esses 20 bilhões da Copa poderiam sim ser usados para segurança, saúde (que está um caos), educação. Mas do que adianta vir 20, 30, 50 bilhões, se o problema está na gestão que, ou rouba ou aplica mal mais da metade? O governo investe 6,7 mais em ensino superior do que no básico. Mais investimento? Não, melhor investimento!
Talvez devêssemos trocar o cartaz "mais dinheiro para educação" por "mais educação para esse dinheiro". Porque esse dinheiro é seu, é meu, e não devemos protestar só quando gastam eles em estádios. Não é de hoje a roubalheira. E protestar não é só ir pra rua. Na maior parte das vezes, o melhor protesto é na urna. E daí, quem sabe, evitaremos vexames como esses da Copa.
Protestar agora contra a Copa não adianta, o dinheiro não volta. Mas saber em quem votar no dia 5 de outubro, vai trazer melhores resultados.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

#SomosTodosTapados

Esperei passar a modinha da banana, para falar sobre o #SomosTodosMacacos. Isso virou febre nacional, depois que um jogador brasileiro comeu uma banana. Daí, saiu gente até do asfalto para postar foto com uma banana e com a hashtag #SomosTodosMacacos. Mais uma das muitas idiotices da modinhas do selfie.
Primeiramente, por trás de de tudo isso estava uma campanha publicitária. Muitos se utilizaram de algo nobre (combate ao racismo) para poder lucrar com isso. Venda de camisas, bonés e o que mais der, com o slogan #SomosTodosMacacos.
Segundamente: hoje, estamos atolados com casos da Petrobrás, do petista André Vargas, do enorme gasto com a Copa, da morte de gente por engano.
Cadê os selfie em prostesto? Cadê as celebridades, a mídia em peso, os formadores de opinião para debater esses assuntos? Estão ocupados com uma banana na boca. Para eles, é mais revoltante jogarem uma banana num Estádio, do que milhares de pessoas, todos os dias, sofrerem racismo de formas piores. Os autores fazem mais do que jogar uma banana. Em muitos casos, numa realidade extremamente lamentável, muitas vítimas são mortas. Essas sim merecem um protesto, uma revolta contra o que foi feito a elas. Porém, são anônimos. E não ligam para nós, cidadãos comuns, que fazem muito mais pelo Brasil do que essas pessoas que chutam uma bola ou tem 50 novelas no currículo.
O caso de Daniel Alves gerou mais revolta que um caso bárbaro ocorrido na semana passada. Dá um nó na garganta de raiva, tamanho o absurdo. Foi a morte de Fabiane Maria de Jesus, morta por gente (não há adjetivos para denominá-los), porque supostamente a confundiram, supostamente, com uma sequestradora de crianças. Campanhas no Facebook?
Cadê o Luciano Hulk vendendo fotos com a foto de Fabiane, morta próximo do Dia das Mães? Os cartazes, uma reportagem capa de revista, famosos revoltados e seus seguidores, como sempre, fazendo o que eles fazem?
Talvez as celebridades não ganhariam likes com isso. Por se tratar de um anônimo, a mídia não teria tanto peso.
E quanto a hashtag #SomosTodosMacacos, não! Não somos todos macacos. Negros não são macacos. Ninguém é macaco! Racismo não é brincadeira e não se combate com banana. As pessoas acham que sim. #SomosTodosTapados
Nas imagens acima, de cunho crítico, temos: os símbolos da luta contra o racismo em três países; Luciano Hulk e outros que lucraram com essa campanha; ao lado, uma sátira à alta venda de bananas para as pessoas tirarem seus selfies com elas.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

O Exemplo do Amapá para o Brasil


Tirem as crianças da sala!
A história a seguir não é recomendada a menores de 18 anos por conter partes politicamente incorretas que podem facilmente ser engolidas. O politicamente incorreto não é aceito por ser... incorreto! Ainda bem que o Amapá não sofre isso. Aqui, temos um modelo a ser seguido pelo resto do Brasil.
A imprensa mostra isso. Está lotada de horóscopos, campanhas políticas, peripécias da Copa. Não, a mídia não é manipulada, gente. Só algumas. Algumas que tem muito poder.
Governador A tem 35 contas bancárias? Intriga da oposição. Deputado X roubou 11 milhões dos cofres públicos? Não são fontes confiáveis.
Se bem que, para falar a verdade, nem adianta que se exponha nas bancas, na televisão, no rádio, na internet. Tá na cara, tá na sua frente.
O Mensalão do Amapá, envolvendo Randolfe e João Capiberibe. Foi arquivado. Segundo processo, Capiroto dava 20 mil para várias deputados. Ficha Limpa?
Essa Ficha Limpa é um discurso álibi. Vota em corrupto quem quer. Mais precisamente 70%, 80% do Amapá. O Amapá está nessa areia movediça por culpa da sociedade. É muito fácil colocar a culpa na má gestão do Camilo. Por que você não coloca uma faixa no seu carro pedindo um cérebro, no lugar de "Fora Capi"?
Porque, gente, o Camilo não é Napoleão, que se nomeou sozinho. Precisou de gente superficial, o que não falta no Amapá, para chegar ao poder.
Colocar outro partido no lugar desse seria a solução para salvar o Amapá? Partidos são apenas vias para pessoas poderem tomar posse. Em uma década, País pagou R$ 6,8 bi para fundo e propaganda de partidos, só para cada um enaltecer o que não fez e prometer o que nunca vai cumprir. Clécio, estamos esperando a reforma de 100 dias, que mais parecem ausência de 4 anos.
Outro que eu não duvido que um dia volte a ser eleito é o deputado, ou melhor, EX-deputado, Edinho Duarte. Nosso querido e honesto Ed (para os íntimos) contratou um assistente de informática para a Assembleia Legislativa, que recebeu mais ou menos 55.964,72 reais. Cincoenta mil. Como diz o Silvio Santos, é dinheiro ou não é? O sujeito não tinha conhecimento algum dessa área. Pensava que CPU era um time de futebol, tipo LDU.
Edinho é vítima de "uma trama diabólica”. Ele chora ao falar disso. Emocionante.
Quem dera fosse somente isso. Lembro os prezados leitores que Ed e seu comparsa, deputado Moisés Souza, foram denunciados por formação de quadrilha (preparados para festa junina), fraude em licitação (mentira!), peculato, corrupção passiva feat. lavagem de dinheiro. Esse esquema desviou 5 milhões de reais de reais. Gastaram com aluguel de veículos 5.864.366,84 de reais, mais ou menos, com a verba indenizatória.
Pelo menos Sandra Ohana prestou bem sua verba indenizatória, com suas notas para ração de cachorro e acessório para manicure.
Sim, aqui no Amapá temos de tudo, até de deputado cantor. Não sabia? Agnaldo Balieiro agora é o novo gaguinho do brega, após gaguejar, logicamente, ao ser questionado sobre emissão de notas falsas. Ele está no ranking de deputados que enriqueceram ilicitamente. Nessa lista encabeçam Eider Pena, Paulo José e Keka Cantuária e Sandra Ohana.
Dos 24 deputados, 21 tiveram seus bens bloqueados pela Justiça. Para todos os envolvidos nos escândalos, isso é uma forma de manchar suas reputações e caráter. Cara de pau, mesmo! Uma nota de 64 reais falsificada pelo valor de 9 mil. Isso não tem cabimento. Talvez depois disso, o povo tenha vergonha na cara no dia 5 de outubro e saiba em quem votar. E aí, usando bem seu voto, não colocando no poder pessoas com bocas cheias de promessas que nem em 7 mandatos irão cumprir, vão dar um exemplo de verdade para o Brasil.
Esse post é um oferecimento de Telma Gur Gel, o gel que deixa seu cabelo e você duro.


terça-feira, 22 de abril de 2014

Quem Precisa da Polícia

Os brasileiros,ou melhor dizendo, grande parte, parece que tem vento na cabeça. Cérebro não. Porque para eles, muitos considerados (olhe a ironia) o "cérebro do Brasil", "a sociedade civilizada", o problema do país não é o crime. Não, veja só. É a polícia.
Lógico. No 18º país mais violento do mundo, com 50 mil assassinatos por ano e com o índice batendo os 20,4%, quem precisa de polícia? Sim, a culpa é mesmo da polícia, que pune o criminoso, "vítima das desigualdades socais". É errado deter um cara que matou alguém porque a sociedade supostamente o excluiu. É errado a polícia reprimir atos de vandalismo, gente que vai para as manifestações com Coquetel Molotov, estilete, rojões. Esses instrumentos são para defender um ideal e impedir esse ideal, que envolve queimar ônibus, depredar patrimônio público e privado e matar um jornalista, é impedir a democracia. Fazer um quebra-quebra para defender sua ideologia parece correto. Reprimir isso é totalmente errado. A polícia é a vilã. Os criminosos são vítimas.
Estão de parabéns os políticos, artistas e intelectuais que defendem os black block. Eles estão exercendo o direito de protestar, nada mais justo. Quem precisa de polícia? Quem precisa de um dispositivo legal do Estado para manter a ordem, proteger o cidadão, arriscando a vida e as vezes ganhando uma merreca por isso?
Há falhas na polícia? Há! Tem maçãs podres- policial que abusa de autoridade, aceita propina, é pior que o próprio bandido. Porém, a conduta individual de um agente não deve generalizar toda corporação. Mas é isso que a grande maioria da mídia faz. E quem não tem ideia fixa, ou ideia nenhuma, aceita a ideia repetida, clonada, manipulada.
Se alguém mata, rouba, estupra, a culpa é da sociedade? Pior, é da polícia. E se for, até o Afeganistão é mais democrático que o Brasil. Assim, quando você for roubado, quiser se queixar de algo que pertube a harmonia pública, descarte o 190. Afinal, se você acha que a polícia é o problema, não se apaga fogo com mais fogo.
Se as autoridades que acham que a força do retrocesso está na PM, que peguem os mocinhos de cada cela. De preferência quem cometeu latrocínio, assalto, homicídio. E dêem a eles coletes para protegerem os prédios públicos. Claro. É a verdade mais pura. Todos esses discursos partem de gente que nunca foi vítima. Que nunca teve algum parente seu nas mãos de criminosos. É muito fácil colocar a culpa na polícia, que "abusa de autoridade" por deter o meliante (se não é para prender, qual a função da polícia?), e dizer que os erros de uma pessoa é fruto da sociedade quando se vive rodeado de câmeras, cercas elétricas e seguranças. Comissões de direitos humanos nunca perderam um parente, um amigo. Por isso é muito fácil defendê-los. A culpa não é deles.
A força repressora da polícia os torna assim. Quem precisa de polícia? Certa vez, vi um vídeo de um policial que bateu num criminoso que tinha a tatuagem de um coringa nas costas- significa a morte de um policial. O policial estava certo? Errado. Mas não se deve nivelar a atitude do policial com a do bandido. Só que banalizam a morte de um policial e acham uma aberração o linchamento de um bandido. O conceito de terror está mudando. Mas quanto mais o terror aumenta, mais precisamos apoiar a polícia, pois fazer justiça com as próprias mãos não é viável. Os bandidos estão impunes e temos um dispositivo legal de segurança.
E aí, quem precisa de polícia?

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Com Quantos Paus se Faz uma Canoa?

Com quantos utopias se faz um governo? Com quanta hipocrisia se cria uma sociedade?
De quantas Copas o Brasil precisa para quebrar? Ou já quebrou? Ou já se calou? Quantos dias faltam para "200 milhões" de brasileiros vibrarem? 69 dias são suficientes? Creio que sim. São suficientes para os parlamentares discutirem maracutaias para sua releição. São suficientes para mais uma pessoa, mais um policial, mais um pai de família ser morto, ser roubado, ser humilhado, e o meliante rir ao ser preso (quando é).
Suficiente o bastante para um estádio, verdadeiro elefante branco, ser previsto com 696 milhões de reais e acabar com 156% acima do valor previsto?
Para mais uma mãe ver seu filho levar 300 tiros porque colaborou no combate ao tráfico?
Quantos projetos são necessários para os deputados e senadores aumentarem seus salários o valor que quiserem?
Quantos mensalões são necessários para colocar políticos corruptos na cadeia? Com quantas promessas se ilude uma população? Com quantas dúvidas se cria uma consciência crítica?
Basta uma revolução?

domingo, 16 de março de 2014

Brasil e sua Demo Cracia

"Brasil, um País de Todos".
Esse é o slogan difundido pelo Governo Federal, para dar jus a país democrático que ele é. Porque aqui somos uma democracia, começando pelo voto, que é obrigatório.
É um país a mando do povo...de Brasília, mas é um povo, ué; que trabalha incansavelmente três dias por semana, tem vários privilégios, muitos deles vitalícios, que cobrem o parlamentar, sua família, o cachorro, periquito, e ganham na faixa dos 26 mil. Tem direito a atendimento médico ilimitado, passagens aéreas, carro alugado, combustível, conta de telefone paga pelo estado e auxílio-moradia. Pelo menos, né, para fazer jus à democracia brasileira! Não reclame. A polícia diz que nunca devemos reagir quando somos roubados. É por isso que eu nunca fui na Assembleia Legislativa (que fica na FAB) reclamar.
Outra coisa lecau aqui é que as pessoas não sabem o diferencial de ideia e preconceito: "Vocês têm TODO o direito de expressar suas opiniões, desde que elas sejam iguais às nossas". É a favor da redução da maioridade penal? Seu monstro! Você está ferindo os direitos humanos. Eles não sabem que, se apertar o gatilho duma arma carregada na cabeça de uma pessoa, ela morre. É contra as cotas raciais? Seu preconceituoso! Precisamos apagar injustiças históricas (apagando essas com injustiças atuais). É contra o casamento gay? Seu homofóbico. Não vê com bons olhos a demarcação de terras? Amigo, tá precisando de óculos. Toma aqui o meu de 2 graus.
Ah, outra coisa. Não fale mal do Neymar, meu ídolo, senão eu vou considerar preconceito. Não fale mal dum cara que é símbolo de como o Brasil valoriza mais o futebol do que a saúde, educação. Claro que um professor, um policial, um médico fez muito mais pelo Brasil do que o Neymar. Mas nenhum deles lançou a moda do moicano alto, amigo. Hello. Para chutar uma bola, o cara ganha milhões, fora os patrocínios. Para ensinar e ajudar as pessoas a ter um futuro melhor, salvar uma vida num hospital público com a infraestrutura péssima (lembrando a vocês que temos hospital padrão-fifa sim. A gente torce para conseguir uma vaga), ganha-se uma merreca. Se liga, chutar uma bola e ganhar uma copa é muito mais importante. Todo mundo tenta, mas só o Brasil é Penta. VAI BRASIL! (brasileiro se contenta com status fútil). Tão importante que o Governo já gastou bais ou benos 20 bilhões com a Copa. Com esse dinheiro, eu faria uma copa, uma cozinha, uma mega área de churrasco e ainda sobraria muita grana.
O Brasil não foi para frente, mas tá indo. Deixa só a gente ganhar o hexa. Porque o Brasil tá indo pra frente do abismo, da corrupção, da criminalidade, da insegurança. Não só por causa dos políticos, das empresas privadas corruptas, dos bandidos, mas da ignorância do povo. Não vai pra rua (SEM QUEIMAR ÔNIBUS E FAZER QUEBRA QUEBRA, CARAI), não cobra dos políticos cumprimento das promessas, não lê o carai do Direito Constitucional, não acompanha as notícias pra ver o lamaçal que o Brasil está. Sabia que vereador tem imunidade política na circunscrição do município em que exerce o mandato? Não? Então vai ler, analfabeto. Porque é o pior tipo de analfabeto que existe e o Brasil (democrático) tá cheio: o analfabeto político. Claro, como democráticos cidadãos, os políticos não querem que vocês desenvolvam um pensamento crítico, senão como vão manipular vocês? Eles querem que o povo se contente com migalhas, como sempre.
Isso é ser um país democrático, dã!

terça-feira, 11 de março de 2014

Eleições 2014: vai votar no Macaco Tião?

Esse ano tem eleição para uma carracada de cargo: Presidente, Governador,... Ah, vocês sabem! Saber em quem votar é outros quinhentos; porque, bixim, é incrível. As pessoas botam esperança em uma cara: “ah, eu voto no 40”, “Clécio, esse é meu prefeito!”, “Roberto Góes> Justin Bieber”.
Ok, o indivíduo chega ao poder com uma série de promessas que os puxa-sacos e ignorantes acreditam: “100 dias eu faço os carai a 4”, “vou dar notebook para professor, servente, merendeira, tia do banheiro”.
Não precisa passar nem os quatro anos. No primeiro ou segundo ano de mandato, o governante já mostra sua incompetência e falcatrua. Aí chove xingamentos: “esse cara é um ladrão”, “ah, porque esse cara prometeu isso, prometeu aquilo e não fez nada”.
Pera lá, né, amigo. Ninguém mandou você ser besta. Por mais que ouça as propostas do candidato, não seja um Zé Chulé de botar fé em cada palavra do que ele diz.
E também, a pessoa reclama, reclama, mas depois de quatro anos ta aí, cometendo o mesmo erro, aceitando boné do 40, charlando com a camisa do 50, enfeitando a casa com bandeira do 12. Posta no Instagram, Twitter, Facebook entre outras, campanha para o candidato.
Ok! A pessoa, a mesma ou outra, chega ao poder, aparece nas manchetes desviando dinheiro público. Aí você reclama; ainda diz que “odeia política”. Não, a culpa não é da política. A culpa é de você, que não sabe votar. Você que, só porque o cara é popular (mesmo falando mal dele e dizendo que faz parte de uma oligarquia), mantém ele e seus parentes no poder. Políticos que, com raras exceções, só se preocupam em se reeleger e se perpetuar no poder. Como diz a abelha: faça o mel favor. Aprenda em quem votar. De gente besta já basta eu.

Nota: Tião foi um macaco que recebeu 10% dos votos para prefeito no Rio de janeiro, em 1989. Uma clara demonstração do quanto as pessoas valorizam o seu voto.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Pó Lítica

“O Brasil tá escroto por culpa desses políticos fdp, que rouba nosso dinheiro”, “Não gosto de política”. As pessoas dizem isso com tanto orgulho. Claro, a culpa só é dos políticos (e das estrelas), só deles; eles quem roubam diretamente. Certo? ERRADO.
Primeiramente: quem colocou os políticos no poder? Quem tem o poder ativo de voto? Exato, você. Você que vende seu voto. Você que é dependente do Estado, acha que só o Estado deve fazer ali, aqui.
Mesmo que seja obrigação do Estado, faça sua parte (Reclame, claro. Mas aja! Não perca tempo só reclamando. Ta com a bunda pregada na cadeira?). Você que não busca no Contas Abertas saber como está sendo usado o dinheiro público (Nota: tudo, tudo que os políticos fazem em benefício da população , não fazem dele bons políticos ou menos pior. Lembre-se que é OBRIGAÇÃO dele, que nunca é cumprida 100%).
“Ah, mas eu não votei nele”. Não interessa: votando em outro, votando nele, você pode e deve ter uma participação política. Seu dinheiro, 150 DIAS POR ANO, de impostos imensos, usados para pagar a fortuna dos salários e privilégios dos políticos. Esses sim são ostentação.
Segundamente, você diz que ta “mais perdido que político honesto em Brasília”... pera lá. E você, não sim xerga? Reclama do político, mas nem olha para si, que também se corrompe. Para em fila dupla ou em cima da faixa de pedestre, não respeita quando os pedestres atravessam a faixa, estaciona em vaga reservada para deficientes, aceita qualquer tipo de propina, fura fila, sonega imposto.
Não adianta reclamar do cara que usa luzes no cabelo se você pinta seu cabelo de vermelho menstruação. Esse negócio de que “não gosta de política” é coisa de ignorante. O Brasil só tende a piorar, colega e você continua reclamando mas não move um dedo para nada. O Brasil era mais cheiroso quando era colônia.

domingo, 9 de março de 2014

A Copa é Aqui

A Copa do Mundo de 2014 vai ser aqui.
“Absurdo Copa no Brasil. Temos que investir em saúde, educ... Goooool, porra. Vai pra frente, Brasil.”
É assim: a primeira pessoa que grita gol é a mesma pessoa que falava nas manifestações “não queremos Copa, queremos mais saúde e educação.” Engraçado, né. O povo reclama tanto desse Pão e Circo, mas ta aí, mega ansioso para a Copa.
Não que eu seja contra a Copa. Contra os absurdos, cara, os absurdos com o dinheiro público. Você se mata 5 meses, 150 dias, por ano para pagar impostos, e eles são despejados em estádios que nem todo mundo vai ter acesso, verdadeiros Elefantes Brancos. Mais de 8 bilhões injetados nesses estádios. 8 bilhões que podiam ser usados em uma pá de coisas. Mas claro, ver os gatos da seleção brasileira, começando pelo cabelo de vassoura nº 10 vale mais.
Vale mais sua hipocrisia, que agora está fazendo preparativos para a Copa, mas quando ela acabar, vai pra rua protestar: “Escola Padrão Fifa”. Se for para continuar com essa hipocrisia, melhor guardar sua voz para The Voice, porque seu grito, em manifestações relacionadas aos imensos gastos públicos com a Copa, será em vão. Não reclame do governo se você também vai no ritmo da Copa.

sábado, 8 de março de 2014

A Face Brasileira: Tá Precisando de uma Plástica

“Brasil, mostra tua cara”, aí aparece uma menina de 12 anos, grávida, com brinco de zíper e cabelo vermelho, dizendo que “adorra” o Neymar. Vai da adolescente grávida até o político que bota no bolso $ público. Claro, porque a vida com $ é mais gostosa.
O Brasil é in-crí-vel. Somos a pátria das chuteiras- embora a maioria use sandália de dedo-, lugar das mulheres mais lindas do mundo (porque ainda não viram as cheirosas do P. Help) e a maior biodiversidade também. Sabe o que é mais incrível e eu “adorro”? Aqui, matar um bandido ou maltratar um cachorro é algo imperdoável, mas matar um pai de família ou um policial é a coisa mais normal do mundo, normal como tomar açaí no penico. A analogia é escrota, eu sei.
Me julguem. Mas também julguem esses “de menor”, que podem virar Mussolini, e não acontece porr* nenhuma com eles (tive que esconder o palavrão, mas até parece que vocês não sabem que é porre).
Hoje você não está seguro nem fora nem dentro de casa. Um menor te pega na rua e talvez até matando, o que acontece? Uma coisa imensa chamada nada. Nada vezes nada. N4D4. Agora vai querer propor uma redução na maioridade penal, que os direitos zumanos vão é te meter bala. É, colega, Brasil é assim. Se você não é rico, político ou bandido, cuidado, senão você dança.

sexta-feira, 7 de março de 2014

A capivara e a Paçoca

A história a seguir é de conteúdo humor crítico
Era uma vez uma capivara de nome Jenivalda. Ela era beneficiária do auxílio reclusão, um estímulo do governo federal às famílias de baixa renda que dependem exclusivamente do preso que contribuía para a Previdência Social. Seu marido, Lyndebergson, fora preso por latrocínio. Roubou um celular de um jovem e este, sem reagir e entregando o celular, recebeu um tiro na cabeça. A família dele recebia 730 reais; família da vítima nem apoio psicológico.
A capivara, com seus dois filhos, Iderlanderson Wandeyl e Chryslenney Thamyla, morava em uma área de risco de desabamento, pois não tinha para onde ir. Sua segunda moradia estava em uma expectativa nutrida, promessas feitas a ela e outras famílias em situação semelhante: moradia em um conjunto habitacional. O projeto tardou a sair do papel e, quando saiu, a obra do governo estava tão parada que, se fosse água, dava foco da dengue. Para piorar, a empresa que fez parceria com o governo no fornecimento de máquinas e equipamentos foi indiciada pela Justiça por sonegação de imposto, formação de quadrilha, além de oferecer produtos de origem duvidosa. O governo se dizia traído, embora ele não fosse o certinho. Desviou 33 milhões dos cofres públicos, além de receber propina de inúmeras empreiteiras. Para Jenivalda e outras famílias, restava alimentar a cabeça com o sonho da moradia, enquanto os pés fincados no chão estavam sobre um piso prestes a quebrar.
Complementando a situação escrotamente escrota, Lyndebergson foi solto por bom comportamento. Tão comportado que só faltava uma auréola. Chegando em sua casa, viu-a vazia. Ligou a luz e viu um guaxinim sentado em uma cadeira. Quando Lyndebergson correu, o guaxinim o alvejou com 5 tiros e foi embora. Ao chegar da rua, Jenivalda e seus filhos viram a capivara deitada coberta de sangue.
Correu para a casa da vizinha para levar o marido para o hospital. Chegando lá, estava lotado. Havia médicos suficientes; o que faltava era medicamento. Faltava até maca. Havia acabado o soro, e os médicos tiveram de tirar do seu próprio bolso para comprar. Se o governo não tivesse colocado na cueca 33 milhões, a situação do hospital público seria bem diferente. Um calango fora até Jenivalda e o marido, jogado no chão:
- O que houve?
-Meu marido levou um tiro. Façam alguma coisa!!!
-Minha senhora, vamos colocá-lo em um carro reserva, pois a ambulância não funciona mais. Vou levá-lo a um hospital particular.
Com rapidez, colocou a capivara marido no carro. Mas antes de chegar ao destino, Lyndebergson morreu.
Para Jenivalda, o tempo já não estava ao seu favor. Passava lentamente. Uma quebra de solidão, Jenivalda teve a companhia de Iderlanderson e Chryslenney. A escola deles entrou em greve, porque o dinheiro que deveria ser usado na reforma da escola foi usado para a manutenção de um estádio que vai sediar a Copa.
Com pouco dinheiro, o jeito era se alimentar com as paçocas que sua vizinha fazia. Numa situação triste, resolveu ir à parte nobre da cidade oferecer-se de doméstica. Mas como a PEC 72, das empregadas, fez muitas exigências e encargos tributários, contratar uma empregada doméstica pesou no bolso. Com as economias indo para o poço, Jenivalda tomou uma decisão: ingressaria na prostituição. No começo, o cliente pagava com paçocas, para sua família. Mas zaí, com o “trabalho” prosperando, ela passou a ser namorada de um traficante.
Os filhos, Iderlanderson e Chyrslenney foram morar na Europa. O traficante, Bem, contou com Jenivalda para transportar as drogas para a Bolívia e outros bairros próximos. Para Bem e Jenivalda era fácil, já que ambos zos dois contavam com policiais corruptos que recebiam até 50 mil pila de proprina. Jenivalda vivia como princesa. Adorava paçoca, e por isso, esse passou a ser seu apelido. Paçoca era temida e invejada. Sua vida era boa até ir para um baile funk e ter ficado com o Mc Carapanã. Bem soube da traição e mandou chamar os dois.
Em uma casa abandonada, eles foram presos com barbante. Levaram muita bicuda e choque elétrico. Bem mandou enrolá-los com fita crepe. Era o fim. Amarrar alguém com fita crepe antecede a queima da vítima ainda viva.
-E os meus filhos?
-Calma, quirida. Serão meus filhos agora.
E colocando uma paçoca na boca de Jenivalda, pegou o álcool e derramou sobre ela e o Mc Carapanã. Pegou a caixa de fósforo e, acendendo, jogou no corpo dos dois. Jenivalda podia dizer agora: pode vir quente que eu estou fervendo.