segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Dilmando

As eleições por fim terminaram. Aqui no Amapá deu Wal12. Nunca se viu a cidade tão azul como ontem. Dando uma "lavada" em Camilo Capiberibe, Waldez se elegeu governador, apesar de tudo. Waldez é o cara. 
Mas não é ele a estrela de hoje. Esse texto se trata de uma estrela vermelha entre muitas estrelas vermelhas: Dilma.
A frase mais compartilhada ontem e hoje foi essa:


Faz sentido. Afinal, é um paradoxo inexplicável votar em um governo que, meses atrás, o que mais queria-se era tirá-lo do poder.
Nas bastou haver a Operação Lava Jato? Não bastou o escândalo do Porto de Cuba? A compra da Refinaria de Passadena? Não bastou o povo ir para às ruas protestar contra as mazelas do governo Dilma e vaiá-la para o mundo ver? É preciso o quê para mudar esse cenário? Por que votar em algo que se rejeitou? Nem aos ignorantes alienados, não bastou a derrota do Brasil para a Alemanha? Não bastou as cotas raciais para concursos federais?
É claro que os preguiçosos vendem o destino de seus país por umas migalhas que o governo joga. Estes, segundo PT, são classe média; saíram da pobreza. Se você recebe R$320,01 (não se esqueça do centavo), pode se considerar um vencedor da pobreza.
Aqui no Amapá, foi significativo o número de votos para Dilma. Por quê? Porque aqui há muitas pessoas acomodadas, que preferem fazer filho e esperar sua mixaria no fim do mês, do que procurar um trabalho, um emprego. Não é sua candidata que reduziu o desemprego?
Norte e Nordeste foram tipo a Alemanha; mas uma Alemanha pobre, desorientada, vendida por uns trocados. Para eles, o PT diminuiu a distância entre pobres e ricos, brancos e negros.
Não se pode negar os avanços sociais e educativos, como o Pronatec, ProUni, ProJovem. Porém, não se pode achar que Lula e Dilma foram bonzinhos ao instituir programas populares, principalmente o Bolsa-Família. Sabe-se que, desde a República Velha, os benesses governamentais criam e solidificam um curral eleitoral. Há pessoas que votaram na Dilma porque "se o Aécio ganhasse, adeus meu Bolsa-Família."
O discurso de levantar a bunda da cadeira, ir à luta e crescer na vida não cola. Gostam de depender do Bolsa-Família e querem depender disso pelo resto da vida. Quanto maior o número de bolsas, maior o número de pobres.
Não bastasse a velha política, Dilma adora um comunismo. Isso ninguém nega. 
E se essa mulher (ou esse homem, não sei), transformar o Brasil em uma Cuba? "Ah, isso é impossível, isso o povo não ia deixar". 
Se reelegeram a Dilma depois de protestarem contra ela, pode se esperar tudo. E esperar que sim, o Brasil vai estar dilmando por mais 4 anos.

Um comentário:

  1. Waldez é o cara sim, o único cara que conseguiu trazer a POLICIA FEDERAL para o estado do Amapá. Operação mãos limpas só pra lembrar tá. Bjs

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