quarta-feira, 2 de julho de 2014

Toda Cota que Houver Nessa Vida

Sempre fui a favor da meritocracia; o mais apto conseguir uma vaga de emprego ou de ensino. Assim, sou contra cotas, salvo para pessoas de baixa renda e deficientes. As pessoas dizem que tudo isso é política de inclusão, que é uma medida de reparar danos e por aí vai. E quando o assunto é Cota, o Brasil mostra sua cara. Confira.

Cotas raciais em universidades



O sistema de cotas foi adotado pela primeira vez em 2004 pela UNB. De lá para cá, o número de universidades que adotaram esse sistema tem aumentado. Segundo o portal da UFSJ, 42,3% das universidades federais adotaram essa medida.
Para alguns, é uma vitória. As cotas representam o acesso antes "negado" aos negros e indígenas. Além do mais, é um "pagamento da dívida histórica que o Brasil tem para com os negros e indígenas, pois estes foram escravizados durante muito tempo".
Isso significa, então, que uma pessoa declarada branca deva ceder sua vaga conquistada por mérito a uma pessoa negra ou indígena devido a sua ancestralidade? Devemos responsabilizar os brancos de hoje pelos absurdos cometidos pelos brancos do passado? Isso é ridículo. 
E preconceituoso. Como os negros precisam de cotas para entrar numa universidade? Quer dizer que eles não são aptos para conseguir uma vaga por mérito próprio? 
No cúmulo da hipocrisia, muitos dizem que os negros são "minoria esquecida".  Valha-me, sociedade. O Brasil tem a segunda maior população negra do mundo, só perdendo para Nigéria. Vivemos no país mais miscigenado do mundo, com mais da metade das pessoas descendentes de africanos. Como definir quem receber essas cotas? Existe pessoas mais negras que as outras?



Cotas para negros no serviço público



Entrou em vigor no dia 10 do mês passado um dos maiores absurdos aprovados pela Dilma Roscoff. Nada mais, nada menos que a Lei que reserva 20% das vagas para negros no serviço público.
Sempre aquele velho discurso que é uma luta contra a discriminação. E sempre a mesma violação do fundamento de igualdade perante a Lei. 
Convenhamos, isso beira o ridículo.
Estamos falando de serviços públicos, mão de obra profissional. Não estamos falando de universitários que, numa defesa frágil, vai receber aprendizado igual.  Mas o futuro servidor não vai entrar para aprender uma nova competência que mais tarde vai ser cobrada pelo mercado de trabalho. 
Além disso, será mais um novo meio para os ignorantes atiçarem ainda mais seu preconceito. "Ah, ele só conseguiu o emprego por causa da cota, blá, blá blá".
No serviço público, é necessário a escolha dos melhores, independente da cor, pois os candidatos para a vaga estão oferecendo sua competência e sabedoria. As pessoas devem ascender pela sua aptidão, não pela cor. É absurdo e um agressão ao bem público.


Cotas para mulher no Parlamento




É lei: 30% das vagas para cargos eleitos por voto proporcional devem ser destinadas às mulheres. Tudo isso depois das feministas militantes dos próprios partidos e outras cambadas se mobilizarem. 
Fala sério. Elege-se quem tem votos nas urnas; é a lei da democracia.
Mulher, negro, branco, anão, todos devem ser eleitos pelo povo por suas propostas e competência em cumpri-las, e não por causa da sua cor, sexo, credo, estatura.
Está havendo uma banalização do sistema de cotas. Se a pessoa é eleita ou não, é o povo quem decide. Uma mulher não ser eleita não significa que é só porque seja mulher, mas na realidade, sua ficha não seja limpa, suas propostas talvez não sejam coerentes... uma gama de competências esperada de qualquer candidato.
Mas é isso, vivemos no país democrático, o país de todos, o país das cotas; onde as pessoas não querem direitos, mas privilégios. 
Mas se o STF e a Dilma Roscoff concordam com as cotas, quem sou eu para questionar?

Nenhum comentário:

Postar um comentário